O que muda na estrutura do poder político em Mococa?

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2014(?) – Na foto a então prefeita Maria Edna (PSD) e o então Governador de São Paulo Geraldo Alckimin (PSDB)

Insisti em tentar responder essa pergunta com um “não muita coisa”… mas a real resposta é que nada muda, e a rede de relações de classe que se desenharam para determinar a vitória da familia Maziero em 2020 mostram essa relação.

O nome escolhido para dar rosto aos Maziero no executivo é Eduardo Barison, dentista e ex-secretário de saúde da gestão Maria Edna. Apesar das bases maçônicas, Barison pertence ao que se chama popularmente de “classe média” a qual preferimos chamar de pequena-burguesia.

Talvez pudessemos definir muito bem a pequena-burguesia através da frase “ele não é rico, ele é bem de vida”.

A pequena-burguesia não se beneficia diretamente da exploração do mais-valor da classe trabalhadora, mas é beneficiária das migalhas que caem da mesa, ou seja, se beneficia indiretamente da exploração, que desenha e cunha valores diferentes a trabalhos igualmente importantes, criando uma classe que, apesar de se considerar próxima à burguesia e militar em favor dela, está muito mais próxima da vida semi-escrava da classe trabalhadora.

04/01/2013 – Da esquerda à direita: Elisangela Maziero (PSD), o então diretor de saúde Eduardo Barison (Na época filiado ao PV, hoje ao PSD), a então prefeita Maria Edna Maziero (PSD) e o então vice-prefeito Adilson Guisso

Essa subordinação, é claro, reflete em todos os aspectos da vida… e é por isso que não se pode… Não se pode falar em estrutura de pode sem falar em dinheiro, em patrimônio, em condições materiais objetivas… ao contrário da burguesia, a pequena-burguesia sempre padece da necessidade da troca de favores, da qual quase sempre termina no prejuízo.

A administração pública em Mococa troca para o lado oposto e simétrico da mesma classe social…Maziero por Naufel, Naufel por Maziero, as rinhas entre a aristocracia de Mococa só fazem perpetuar a ilusão social de que algo melhor está por vir

Por que Barison?

A burguesia muda suas estruturas simplesmente porque ela tem que mudar… é a mudança que faz da burguesia, entra ano e sai ano, classe dominante. Mudando a folha de rosto das campanhas, mudando a relação com o centro fisiológico (Em Mococa, nomes como Cido Espanha, Elias de Sisto, Luiz Braz e Yê Baisi, por exemplo), mudando a roupagem, a cor dos grilhões com que explora, tudo isso para garantir que o povo esteja numa eterna miragem, imaginando que está ocorrendo em Mococa um filme Hollywoodiano com vilões e mocinhos que surgem para salvar o dia. E melhor ainda: o povo sente na ilusão do voto na direita que está participando da suposta mudança. Jamais sequer desconfia de que está sendo manipulado.

Nesse sentido, é natural que surja um suposto “novo caminho”… é a construção de uma narrativa para que o povo engula, com a ajuda de um gordo investimento publicitário.

Em resumo, as aparências mudam, mas as essências permanecem.

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