Escrito em carteira chamava servidor de “macaco”

Racismo. Um detento do Centro de Ressocialização de Mococa, que atende presos do regime semiaberto, acabou agravando sua situação com a justiça e ganhando mais 2 anos e 9 meses de prisão, agra em regime fechado, além de indenização de $20K e multa. O crime? racismo contra o agente penitenciário Valdir Aparecido Victor.
O caso ocorreu em fevereiro desse ano, mas só teve sentença agora. Durante uma aula dentro do CR, o detento, Wildinei de Moraes Fernandes, escreveu em uma carteira:
“Pau no c* do senhor Valdir macaco, PCC que tá”
Comparando a letra com a caligrafia do caderno de atividades do reeducando, o agente conseguiu comprovar a prática do crime, e registrou de imediato o boletim de ocorrência. Foi realizada uma perícia grafotécnica que também confirmou o autor do crime.
O juiz do caso, Gustavo de Castro Campos, não viu dúvidas quanto à autoria e materialidade do crime. Apesar de tudo, o criminoso poderá recorrer em liberdade, o que nesse caso significa que continuará no semiaberto até o trânsito em julgado.
Mococa vem de um histórico onde o juiz da primeira vara, Sansão Ferreira Barreto, foi vítima de racismo por um vereador, Luis Fernando dos Santos, conhecido como Tidi Thai. O crime foi cometido de dentro da própria Câmara, com um chip clandestino.

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