Valor representa quase 20% da dívida pública atual

Endividamento. 💸Os dois empréstimos contratados por Eduardo Barison custarão aos cofres públicos R$20.108.942,26 só em juros até 2030. Para fins de comparação, o valor representa 18,3% da dívida pública atualmente enfrentada pela prefeitura, de $109 milhões, 10 vezes o que costuma ter em caixa. Os dados são do Sistema de Análise da Dívida Pública, Operações de Crédito e Garantias da União, Estados e Municípios (SADIPEM), do Tesouro Nacional.
🧱⛏💡As operações de crédito foram contratadas para obras em infraestrutura: a primeira, de 💲5 milhões, para pavimentar o bairro pôr-do-sol. Já a segunda, recentemente aprovada, pegará o valor de 💲15 milhões da Caixa Econômica Federal para transformar toda a iluminação pública em LED. Esta última medida gerou críticas. A associação De Olho Na Cidade (DONC), por exemplo, defende que a troca de lâmpadas comuns por LED seja realizada conforme as lâmpadas comuns queimem, evitando, assim, um peso maior no orçamento público.
🏃🏻♂️Em primeiro mandato, Eduardo Barison (PSD) pavimenta seu projeto de reeleição com obras, mas não sem causar os danos ocultos ao eleitor médio: segundo o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, a prefeitura de Mococa fechou 2022 com déficit nas contas públicas de 2,59%.O número foi puxado por uma evolução nas despesas não acompanhada pela evolução na arrecadação. Apesar disso, é o menor dos déficits nos últimos 5 anos.

🔎A título de curiosidade, o maior deles foi o de 7,04% de 2018, quanto Wanderley Martins (MDB) renunciou, assumindo a prefeitura seu vice, Felipe Naufel (PSDB). O resultado veio após a gestão superestimar as previsões de receita e gastar baseado nesta ilusão.

📋👎🏽Tanto Barison quanto Wanderley/Felipe, porém, foram incluídos no rol dos piores planejamentos público em 7 anos, segundo o Índice de Efetividade da Gestão Municipal (IEGM). A nota de Barison foi dada em 2021, quando um boom na arrecadação fez surgir superávit de 5,31%. Com o mau resultado de 2022, a tendência é que a avaliação caia ainda mais.
👎🏽Outros indicadores fazem o Tesouro Nacional dar nota C à capacidade de pagamento da prefeitura, em uma escala que vai de A a D. Os gastos com pessoal fazem acender o alerta laranja da lei de responsabilidade fiscal (limite prudencial): quase 52% da receita arrecadada é comprometida com pagamento de salários e outros gastos com o capital humano, quando o recomendado é que não passe de 49%.

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