lista de espera é a 5ª mais longa do SUS
📋O apresentador Fausto Silva, de 73 anos, acaba de entrar para o fim de uma fila de 386 pessoas à espera de transplante de coração no Brasil. Parece muito, mas não chega nem perto das 2.252 pessoas esperando por um fígado, ou das 25.689 que aguardam uma córnea, ou do topo do ranking: as 36.960 pessoas na lista de espera para transplante de rim.
🔎Na lista do transplante cardíaco 65% dos que esperam são homens, a maioria paulistas acima dos 50 anos.Mas a fila anda: 244 transplantes de coração já foram realizados no Brasil desde o começo do ano. A expectativa, baseada em dados do ano passado, é que sejam quase 365 até o fim do ano. Em 2022, 27 homens da faixa etária de faustão passaram pelo procedimento.
🧠Pesquisadores apontam que o transplante cardíaco implica desde mudanças biológicas a psicológicas, especialmente por ser um procedimento de alta complexidade. O processo de adaptação envolve tempo e, em alguns casos, psicoterapia. Geralmente, para resultados mais efetivos, o trabalho é interdisciplinar, envolvendo psicólogos, nutricionistas e até assistentes sociais.
💔Para Faustão, a necessidade surgiu por conta de insuficiência cardíaca. O mau é causado, na maioria das vezes, por condições crônicas como a hipertensão. A evolução é imprevisível: alguns casos se agravam em questão de horas, enquanto outros se mantém estáveis por meses. Os sintomas incluem fadiga, falta de ar, perda de peso, inchaço nos pés e joelhos, piora da função renal e queda de pressão.
📅O procedimento é mais jovem do que o apresentador: tem apenas 56 anos. Mais de meio século, porém, já foi o bastante para melhoras significativas na ciência médica, que tornaram as rejeições mais raras e os sucessos mais frequentes. Todavia, ainda existe o risco de complicações, desde as mais leves, como déficit de atenção passageiro, moderados, como lapsos de memória, e graves, como AVC.
💪🏻A experiência aponta que a internação prolongada tende a causar complicações. Vale lembrar, nesse sentido, que o coração é um músculo. Os outros músculos, com o repouso forçado das internações longas acabam por se enfraquecer. Exercícios físicos, por isso, são indicados como ajuda ao pós-operatório. Uma das principais funções do exercício nessa fase é “ensinar” o novo coração a trabalhar por conta própria.

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