Mococa tem o maior endividamento em relação à própria receita da região

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Valor é quase 3 vezes a média regional. Em números absolutos, maior devedora é Poços de Caldas. Veja os rankings.

Mapa da dívida. O cidadão que mora no interior paulista acaba participando do financiamento de cada prefeitura por onde passa, a trabalho ou a passeio. Hoje, as cidades da região de Mococa somam dívida pública de $1,5 bilhão.

🤔E dá pra pagar todos os devedores? depende do que entra em caixa. Cada um dos 22 municípios levantados nesta reportagem têm dívidas que correspondem, em média, a 13,4% da sua receita corrente líquida. Mococa foge da média por 26 pontos percentuais. Aqui, nosso endividamento é equivalente a 39,1% do que arrecadamos por ano.

Do outro lado do ranking, Santa Cruz das Palmeiras, a dívida consolidada representa apenas 0,02% da receita.

  • Ok, mas quanto é tudo isso em reais?

🔎Comparar receita e endividamento ajuda a entender a saúde financeira das prefeituras. Apesar da situação mais grave ser em Mococa, os números absolutos têm dinâmicas diferentes. Poços de Caldas só não merece holofotes neste levantamento porque possui receita suficiente para responder pelos seus $366 milhões em dívidas. 🧭Aqui do lado, em São José do Rio Pardo, vemos um valor parecido: $334 milhões. Se olhássemos apenas para os números absolutos, veríamos Mococa como a 5ª Prefeitura mais endividada, com quase $110 milhões em débitos.

✏Lembra de Santa Cruz das Palmeiras? Pois é, os 0,02% mencionados representam $2 milhões. Apesar de ser a máquina pública mais saudável, perde, em números absolutos, para Itobi, que beira $1 milhão em endividamento, 1% de sua receita.

Ranking do endividamento – 20 cidades da região, incluindo Mococa

Dívida consolidada em relação à Receita Corrente líquida

  1. São Sebastião da Grama: 1,78%
  2. Guaxupé: 2,75%
  3. Monte Santo de Minas: 3,74%
  4. Tapiratiba: 4,04%
  5. Divinolândia: 5,65%
  6. Arceburgo: 6,31%
  7. Guaranésia: 6,92%
  8. São João da Boa Vista: 7,72%
  9. Cajuru: 8,26%
  10. Águas da Prata: 10,96%
  11. Vargem Grande do Sul: 12,13%
  12. Aguaí: 12,61%
  13. Santa Rosa de Viterbo: 15,32%
  14. Caconde: 18,63%
  15. São José do Rio Pardo: 19,93%
  16. Tambaú: 22,90%
  17. Casa Branca: 27,24%
  18. Cássia dos Coqueiros: 30,86%
  19. Poços de Caldas: 36,59%
  20. Mococa: 39,13%

Dívida consolidada total

  1. Santa Cruz das Palmeiras: R$ 2.016.145,42
  2. Monte Santo de Minas: R$ 3.517.145,80
  3. Arceburgo: R$ 3.769.252,38
  4. Cássia dos Coqueiros: R$ 9.121.863,37
  5. Guaranésia: R$ 11.404.331,11
  6. Caconde: R$ 12.057.419,19
  7. Santa Rosa de Viterbo: R$ 16.117.482,93
  8. Cajuru: R$ 16.320.299,18
  9. Águas da Prata: R$ 17.851.866,72
  10. Divinolândia: R$ 22.321.562,88
  11. Aguaí: R$ 22.379.370,75
  12. Tapiratiba: R$ 32.869.850,18
  13. Guaxupé: R$ 42.026.599,15
  14. Casa Branca: R$ 42.042.820,52
  15. Vargem Grande do Sul: R$ 72.975.876,68
  16. Mococa: R$ 109.882.308,68
  17. Tambaú: R$ 120.847.009,99
  18. São João da Boa Vista: R$ 259.898.632,69
  19. São José do Rio Pardo: R$ 334.418.010,03
  20. Poços de Caldas: R$ 366.187.923,03

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