Estudo compara desocupação atual com a do início da pandemia. A nível estadual, queda é de 27%.

⚙Um estudo do Sistema Estadual de Análise de Dados (SEADE), utilizando resultados do IBGE, mostra que o mercado de trabalho não apenas se recuperou da pandemia, como também ganhou ainda mais fôlego. A taxa de desocupação no primeiro trimestre de 2023 está 26,7% menor do que no último trimestre de 2019, quando a COVID começava a contaminar cidadãos em Wuhan. 😷
📉O destaque é para a região de campinas, que viu sua taxa de desocupação cair 47,6%. A região central, onde fica Mococa, foi uma das que menos se recuperou: 5,6%, a frente apenas do entorno metropolitano oriental (região ao leste da capital paulista), que obteve diferença de apenas 2,1%.
💻Os dados apontam para um período de adaptação à pandemia de aproximadamente um ano. Foi apenas no final de 2020 que o paulista começou a voltar aos postos de trabalho, presencialmente ou em home office, a taxa de desocupação despencou de 15,6% para, 7,7%, no último trimestre de 2022. Agora, uma leve alta, de 8 p.p.
- O que explica a redução de desemprego em plena pandemia?

⏱Os números podem enganar. Estar trabalhando não significa estar trabalhando plenamente. Isso fica evidente quando olhamos para quem trabalha por menos tempo do que precisaria para ter uma remuneração digna. Aqui em São Paulo, essa taxa começou a subir desde a primeira grande onda da COVID-19, no começo de 2020, passando de 4,7% ao recorde de 7,1%. Agora, já sem máscaras e podendo sair nas ruas, o paulista recupera o fôlego: a última pesquisa mostra taxa de subocupação por insuficiência de horas trabalhadas de 4%, patamar que não se via desde o início de 2017, mas ainda longe, dos 2,8% do final de 2015, por exemplo.
💸E os ganhos também despencaram: do início da pandemia até o meio de 2022, o rencimento médio da população do estado, até então estável, caiu quase 11%. AInda não nos recuperamos: juntos, já estávamos beirando a marca de $3.700 por pessoa. Agora, tentamos voltar ao patamar de $3.400. A queda no gráfico é patente a olho nu:

- E agora?
Apesar da recuperação já estar em curso, os economistas José Dari Krein e Pietro Borsari acreditam que esta deve ser lenta, especialmente se o estado preocupar-se mais com o controle das contas públicas do que com o bem-estar social.

Deixe um comentário