Picanha acumula queda de 6,5% no governo Lula 🍖📉

Última atualização:

Tempo de leitura:

2–4 minutos

Veja outros 10 alimentos que baratearam em 2023

Falar que “o povo vai voltar a comer picanha” tornou-se mantra de Lula durante sua campanha ao Planalto, em 2023.

🍖Bordão na campanha de Lula à presidência, a picanha acumula queda de 6,52% desde o início do governo. Só em Junho, a queda foi de 2%. Mas justiça seja feita: acumulando o resultado de 12 meses, ou seja, dividindo a conta entre Lula e Bolsonaro, o barateamento é ainda maior: 5%.

🍺O acompanhamento, a cerveja, ainda não traz boas notícias: apesar da queda de 0,27% em junho, desde janeiro a bebida teve aumento de 2,7%.

🍽O presidente gastou parte de sua campanha falando em combate a fome e barateamento dos alimentos. O último IPCA veio dar fôlego ao governo: a queda de 0,66% aplaca um pouco do encarecimento no setor, que desde o início da gestão soma 1,02%. Tudo indica que haverá declínio, embora lento: é que a variação do IPCA acumulado desde junho de 2022 até junho de 2023 era ainda maior, 4,01%. Apesar dos números tímidos, alguns alimentos deram margem para comemoração. Veja agora os 10 dos alimentos que ficaram mais baratos durante os 6 primeiros meses de governo Lula.

10 – Filé-Mignon: -8%

9 – Alcatra: -8%

🍖No geral, as carnes estão 6% mais baratas no novo governo. Apesar da predominância da picanha no marketing do petista, Lula utilizou imagens de pessoas revirando o lixo em busca de ossos para dizer que as pessoas voltariam a comer carne em seu governo.

8 – Laranja-lima: -8%

7 – Pêra: -12%

6 – Banana-maçã: -17,5%

5 – Óleo de Soja: -24,5%

O óleo de cozinha vem em uma sucedânea de reduções que remontam ao ano passado. Nos últimos 12 meses, a queda somou 35%.

4 – Abacate: -30%

3 – Laranja-baía: -32%

A laranja-baía foi a que mais caiu de preço de maio a junho desse ano: 27%.

2 – Cebola: – 43,5%

1 – Limão: – 44%

  • Mas nem tudo são flores … 📈
Foto: Pxhere

🥚Parte do prato do brasileiro de norte a sul, o ovo de galinha subiu 17% ao longo deste ano, e continua em tendência de alta. A alface ficou 20% mais cara, e o morango, recordista no índice, subiu 80% desde janeiro. O quadro geral mostra que, desde que Lula assumiu, a alimentação em casa ficou 0,15% mais cara. E comer fora não é uma opção pra fugir do aumento, já que esta modalidade subiu 3,4%.

  • E as famílias mais pobres?
Inhame. / Foto: Peter Griffin

📋O IPCA faz uma avaliação global, considerando famílias que ganham até 40 salários-mínimos. Para avaliar como ficará a situação de classes mais pobres, o ideal é o INPC, Índice Nacional de Preços ao Consumidor. Ele só considera as casas com até 5 salários de rendimento.

Os resultados são parecidos, mas não idênticos. O recorte mostra que, além da cebola, limão, abacate e laranja-baía, mencionados no IPCA, vale a pena ao pobre consumir o inhame, que caiu metade do próprio preço desde o começo do ano. Do lado oposto, temos a cenoura, 71% mais cara, além do já mencionado morango e da manga, que subiu 40%.

  • O que explica as quedas?

🏭Uma possível explicação para a queda no preço para o consumidor é a queda no preço para o produtor. O IPP, Índice de Preços ao Produtor, registrou queda de -5,4% nos custos para a fabricação de óleos e gorduras vegetais, o que refletiria no preço final do óleo de soja. Outros setores, como a fabricação de alimentos para animais, e de defensivos agrícolas, também podem influenciar, ainda que indiretamente, a melhora nas gôndolas. 🌧São Pedro também tem seu mérito: é que o regime de chuvas ajuda na prosperidade das colheitas, possibilitando a oferta de mais produtos e a preços mais generosos.

Deixe um comentário