É parecido com o novo ensino médio brasileiro?

Já em solo nacional, o termo muda: de programas, passamos a falar em itinerários formativos. A principal diferença entre o modelo sueco e o que se pretende implementar aqui é que enquanto na Suécia as disciplinas a serem escolhidas são somadas ao currículo original, aqui são as disciplinas obrigatórias que se tornam sujeitas à escolha.
A implementação do novo ensino médio está suspensa por decisão do presidente Lula. Enquanto há, de um lado, a perspectiva de que a reforma do ensino médio irá aprimorar o ensino no Brasil, tornando-o mais alinhado às intenções dos estudantes, do outro lado, políticos de esquerda e ativistas pela educação apontam que o novo ensino médio, que remonta aos tempos de Michel Temer, precariza o ensino público no Brasil. Para a professora de sociologia Kewlliane Fernandes de Lima, a pretexto de modernização do ensino médio, os sistemas de ensino foram desobrigados de fornecer disciplinas antes garantidas aos alunos. Ela explica a reforma pretendida:
” o ensino médio será divido por áreas do conhecimentos e itinerários formativos. As quatro áreas do conhecimento são: Linguagens e suas Tecnologias, Matemática e suas Tecnologias, Ciências da Natureza e suas Tecnologias e, por último, Ciências Humanas e Sociais Aplicadas. A Língua Portuguesa e Matemática são as únicas competências curriculares obrigatórias e específicas durante o primeiro, segundo e terceiro ano do ensino médio. “
Juventudes no contexto do “‘Novo ensino médio”: a precarização como reforma – Kewlliane Fernandes de Lima

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